Com apenas 66% das crianças vacinadas, cobertura contra a paralisia é considerada baixa no Tocantins

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Saúde Estadual faz alerta para o fim da campanha, no dia 31 de outubro, e orienta que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde e vacinem seus filhos. Duas gotinhas protegem as crianças contra a paralisia infantil
Raiza Milhomem/Governo do Tocantins
Desde o início da campanha de vacinação contra a poliomielite, em agosto deste ano, o estado conseguiu imunizar de 66,97% do público-alvo. Esse quantitativo é considerado baixo pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que faz alerta aos pais para que busquem a vacina nas unidades de saúde.
A Saúde estima que 99.170 crianças entre ano e menores de 5 anos podem receber a vacina no Tocantins. Mas apenas 66.373 receberam a dose, que é administrada em duas gotinhas. A doença, mais conhecida como paralisia infantil, estava erradicada há 25 anos, mas pouca procura pela proteção tem preocupado os órgãos de saúde.
A campanha começou no dia 8 de agosto e terminaria em 30 de setembro. Mas a ação foi prorrogada até o dia 31 de outubro para que fosse ampliada a cobertura no estado.
A anúncio da prorrogação aconteceu no dia 10 de outubro e na época, apenas 58,14%, ou 57.660 crianças foram vacinadas. Em duas semanas, apenas 8.713 crianças receberam a vacina.
Por isso, faltando uma semana para acabar a campanha, a pasta orienta que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde mais próxima de sua casa para atualizar o cartão de vacinação da criança.
“Vamos aproveitar este Dia Mundial de Combate à Poliomielite para incentivar que pais e responsáveis que ainda não levaram sua criança de um ano a menor de 5 anos à uma unidade de saúde, que levem para fazer uma avaliação completa da caderneta de vacinação, principalmente para verificar a vacinação da poliomielite”, destacou a gerente de Imunização da SES, Diandra Rocha.
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus (existente nos sorotipos 1, 2 e 3). Crianças e adultos podem adquirir a doença por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas.
Se a pessoa não tiver com a vacina em dia, o agente causador se multiplica na garganta ou nos intestinos. Se o vírus chegar à corrente sanguínea pode causar uma “infecção paralítica”. O vírus também pode atacar o sistema nervoso, destruir neurônios motores e provocar paralisia nos membros inferiores.
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Fonte: G1 Tocantins