Bloqueio da ponte no lago de Palmas atrapalha vida de quem depende do acesso para chegar à capital

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População de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, tem enfrentado dificuldade para ir trabalhar ou voltar para casa. Bloqueios acontecem em todo estado e polícia diz que tem tentado negociar liberações. Bloqueio na ponte tem dificultado o acesso das pessoas à Capital
O bloqueio de rodovias por grupos contrários ao resultado das eleições tem atrapalhado a vida de muitas pessoas em todo o estado. A população de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, por exemplo, tem enfrentado dificuldade para ir trabalhar ou voltar para casa depois que a ponte sobre o lago de Palmas foi fechada nesta segunda-feira (31).
A estudante Bárbara Sousa saiu de Brasília (DF) de ônibus, mas acabou chegando à capital do Tocantins a pé. “Ônibus ficou parado antes de Luzimangues um pouco e eles não estão deixando passar. A gente conseguiu carona, graças a Deus uma pessoa que estava passando [em carro pequeno] e deu carona pra gente. Conseguimos atravessar”, relatou.
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TV Anhanguera/Reprodução
A ponte sobre o lago de Palmas é um dos principais acessos da cidade e a ligação com a BR-153, passando pelo distrito de Luzimangues, cuja maior parte da população trabalha na capital. O trecho foi fechado dos dois lados e longas filas de veículos se formaram durante toda manhã de terça-feira (1°).
O bloqueio é feito por militantes que não concordam com o resultado do 2º turno das eleições presidenciais. Com a intervenção da polícia os manifestantes chegaram a liberar o trânsito parcialmente para veículos pequenos, em um tipo de pare e siga, após longos períodos de espera.
Durante a manhã muitas pessoas contribuíram com o bloqueio levando água e comida para os manifestantes. “Todo mundo é voluntário. Aqui ninguém é chefe de ninguém. É só o povo que está contribuindo para o movimento porque não concorda com o resultado dessa eleição”, disse o advogado Remilson Cavalcante.
Ponte sobre o lago de Palmas está bloqueada por manifestantes
TV Anhanguera/Reprodução
Entenda
Os protestos contra o resultado das eleições começaram ainda na madrugada de segunda-feira (31) e se intensificaram ao longo do dia. Nesta terça-feira (1°), até meio-dia, dez trechos de rodovias federais e estaduais seguiam bloqueados no Tocantins.
Ainda na noite desta segunda-feira (31) a Justiça Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram a liberação das estradas. Nesta terça-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes reiterou que as polícias militares dos estados são capazes de desobstruir rodovias federais bloqueadas e identificar, multar e prender os responsáveis.
O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ainda não se manifestou e não deu nenhuma orientação à Polícia Militar. O porta voz da PM afirmou que os militares tentam negociar com os manifestantes e disse que poderá usar a força para liberar as estradas.
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Fonte: G1 Tocantins