Agente publicitária acusou cineasta de ter cometido estupro em 2013. O diretor chegou a ser detido na Itália por outro caso de agressão sexual em junho. Paul Haggis vai a tribunal por acusação de estupro
Angela Weiss/AFP
O premiado cineasta canadense Paul Haggis perdeu um julgamento no qual era acusado de estupro e foi condenado a pagar US$ 7,5 milhões à vítima.
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O júri considerou o diretor e corroteirista de “Crash: No Limite” (2004), pelo qual ganhou o Oscar de melhor filme e de melhor roteiro original, legalmente responsável pelo estupro de uma antiga agente publicitária em seu apartamento, em 2013.
Em dezembro de 2017, Haleigh Breest acusou o cineasta de ter abusado dela e cometido estupro em janeiro de 2013, quando ela tinha 26 anos.
Em meio à onda do movimento #MeToo de denúncias de violência sexual e sexismo contra as mulheres, o cineasta foi acusado por outras três mulheres de agressões sexuais. Contudo, em Nova York, ele responde apenas pela denúncia de Breest.
Paul Haggis, acusado de estupro, chega em tribunal em Nova York
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Em junho deste ano, Haggis foi detido no sul da Itália, após a denúncia de uma jovem por agressão sexual, que ele negou.
De acordo com vários veículos de imprensa dos Estados Unidos, os advogados do cineasta sugeriram hoje, diante do júri popular do tribunal, que a denúncia de Breest teria sido dirigida pela Igreja da Cientologia depois que Haggis deixou de fazer parte da mesma e passou a criticá-la. Essa tese, no entanto, foi refutada pelos advogados da denunciante.
Em sua denúncia, Breest contou que, em 31 de janeiro de 2013, após a exibição de um filme em Manhattan, o diretor insistiu para que os dois fossem beber alguma coisa em sua casa, ao invés de irem a um bar como ela queria. Já em sua residência, Haggis obrigou a mulher a fazer sexo oral nele e depois a violentou.
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Fonte: G1 Entretenimento
