Justiça determina melhorias na alimentação fornecida ao Case após fiscais encontrarem irregularidades em empresa responsável

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Conforme ação do MPE que levou à liminar judicial, há reclamações quanto à qualidade, armazenamento e até do transporte. Inspeção encontrou descarte irregular e até focos de mosquito da dengue na empresa. Alojamentos no Case de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
Após uma vistoria encontrar irregularidades quanto ao preparo, transporte e desacordo com termos contratuais, a Justiça determinou que a empresa responsável pelo fornecimento da alimentação do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Palmas faça adequações na prestação do serviço. A liminar contra a empresa Vogue Alimentação e Nutrição é desta sexta-feira (18).
A ação que pede as melhorias foi proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) e conforme o órgão, a reclamação é sobre problemas na comida, armazenamento e até no transporte dos alimentos, que estariam sendo fornecidos de forma diferente do que consta no contrato firmado com a Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju).
Conforme a determinação judicial, a Vogue terá que cumprir cardápio aprovado mensalmente pela pasta, incluir tipos diferentes de carne, vegetal e legumes nas refeições e que esses alimentos atendam a necessidade calórica dos adolescentes e ainda que o armazenamento e transporte não comprometam a conservação, além de outras providências.
Uma inspeção da Vigilância Sanitária realizada na empresa no dia 7 de novembro encontrou, segundo o MPE, deficit de funcionários e de veículos, situações que comprometem a entrega dos alimentos à unidade.
No local também havia a prática de descarte inadequado de resíduos alimentares, o uso de um poço artesiano sem tratamento de água e ainda a presença de focos do mosquito Aedes aegypti. Todos esses problemas terão que passar por adequações e as equipes devem passar por qualificação, conforme a liminar.
O MPE disse ainda que a insatisfação com a alimentação fornecida levou os jovens internos da unidade a iniciarem um motim. Eles chegaram a atear fogo em colchões em um dos alojamentos no dia 24 de outubro. A empresa tem contrato com o estado desde 2018.
O g1 entrou em contato com a Vogue Alimentação e Nutrição e questionou se a empresa foi notificada da decisão e quanto às irregularides, e aguarda resposta.
A reportagem também pediu explicações à Seciju, para saber se a pasta identificou irregularidades na alimentação e se cobrou o cumprimento integral do contrato e aguarda retorno.
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Fonte: G1 Tocantins