Caseiro é condenado a 12 anos de prisão pela morte de servidor da Polícia Federal no Tocantins

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Júri Popular de Fábio Júnior de Souza Rodrigues aconteceu nesta segunda-feira (21) no Fórum de Novo Acordo. Como já está preso desde 2020, ele terá que cumprir mais 9 anos e nove meses de prisão pela morte de Aécio de Moura Lucas, de 58 anos. Servidor da PF foi encontrado morto em Aparecida do Rio Negro
Arquivo Pessoal
O Júri Popular condenou o caseiro Fábio Júnior de Souza Rodrigues a 12 anos de prisão pela morte do o servidor da Polícia Federal, Aécio de Moura Lucas. O crime aconteceu em 2020 e o corpo da vítima foi encontrado em sua fazenda, localizada no município de Aparecida do Rio Negro.
O julgamento começou na manhã desta segunda-feira (21) em Novo Acordo e terminou por volta das 18h. O caseiro, que trabalhava na propriedade, também era acusado pelo crime de furto, mas foi inocentado pelos jurados.
Como Fábio está preso desde setembro de 2020, quando foi capturado em Silvanópolis, o júri determinou que ele terá que cumprir ainda uma pena de 9 anos, 9 meses e 14 dias pelo crime de homicídio qualificado. Conforme a sentença, o réu vai que continuar em regime fechado e não tem o direito de recorrer em liberdade.
Além da pena, o réu terá que pagar uma indenização de dez salários mínimos para a família da vítima, equivalente a R$ 12.0120. O valor estipulado levou em consideração a idade, expectativa de vida e perda da família da vítima. O g1 tenta contato com a defesa de Fábio para saber se vai recorrer da decisão.
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O crime
Aécio foi encontrado morto no dia 9 de setembro de 2020 por um vizinho da fazenda. O corpo estava em uma rede e apresentava uma lesão na cabeça. O caseiro da fazenda não estava no local, fato que levantou suspeita. Após a morte, os familiares perceberam que a caminhonete uma pistola tinham sido levadas.
Segundo relatório da Polícia Civil, no mesmo dia, os agentes foram informados de que Fábio Júnior estava em Silvanópolis, usando a caminhonete da vítima. Os policiais foram até a região e encontraram o veículo na porta da casa de parentes do acusado. Ele conseguiu fugir por um matagal, mas acabou sendo preso.
Segundo relatório da polícia, um primo de Fábio Júnior também foi indiciado pelo crime, mas acabou sendo absolvido.
Aécio era natural de Patos de Minas (MG) e havia ingressado ingressou no quadro da Polícia Federal em 1999, na época no cargo de Motorista Oficial. Na época da morte, ele estava lotado na Superintendência da PF, em Palmas.
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Fonte: G1 Tocantins